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Mostrando postagens de julho, 2011

She won’t go

Como numa triste rotina, Amy Winehouse morreu este sábado em Londres, aos 27 anos, provavelmente de overdose. É a mais recente estrela do pop-rock a morrer, empenhada como parecía em confirmar a frase de Cazuza. Sua morte foi a tragédia mais anunciada dos últimos tempos, seguida em tempo real pelos meios de todo o mundo. Em macabra coincidência, Amy morreu com a mesma idade que outros ídolos do gênero como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, e Kurt Cobain. O talento de Amy Winehouse era inegável, tendo resgatado em suas composições o som dos anos 60 e 70. Não obstante, grande era também sua capacidade de autodestruição. Nos últimos tempos vinha dando vexames em seus últimos shows, quando seu péssimo estado físico e mental não lhe permitia lembrar as letras nem terminar as músicas. Repassando seus clipes e letras, não é exagerado dizer que Amy Winehouse constituía uma preocupante imagem dos nossos tempos, em que boa parte de nós, habitantes de um planeta com quase 7 bilhões de...

Não ao “Carreçúcar” (por enquanto)

Esta semana o BNDES anunciou que estava desistindo de pôr dinheiro na fusão do Pão de Açúcar – Carrefour. A decisão parece ser definitiva. Será? Seja como for, o contribuinte precisa se manter em alerta, porque, como foi anunciada, a desistência se deve aos motivos errados. Vale lembrar que quando o esquema foi publicado, a opinião pública se manifestou majoritariamente contra o uso de dinheiro público em um negócio essencialmente privado. Na ocasião, pelo menos dois ministros, Gleisi Hoffmann e Fernando Pimentel, defenderam publicamente o que qualificaram de “um excelente negócio para o BNDES”. Entre os principais argumentos, que seria criado um “campeão nacional”, e que a nova empresa seria um canal para colocar produtos brasileiros na Europa. Argumentos falsos. Primeiro, porque na pretendida fusão o Pão de Açúcar seria minoritário na nova empresa. Segundo, porque se fosse verdade que uma cadeia de supermercados é o que se necessita para vender produtos em outros países, Carrefour ...

Não ao uso de recursos públicos no "Itaquerão"

A Prefeitura e a Câmara dos Vereadores de São Paulo estão cometendo mais um assalto aos cofres públicos: R$ 420 milhões estão sendo destinados à construtora Odebrecht e ao clube Corinthians para a construção do chamado "Itaquerão". Como em outros casos, a desculpa é que a cidade precisa ter um estádio ao gosto da FIFA para sediar a abertura da Copa 2014. Na verdade, a cidade já tem diversos estádios - Pacaembu, Morumbí, Palestra Itália, Canindé, etc. - que poderiam ser reformados, a um custo inferior, com a mesma finalidade. Assim, mais recursos poderiam ser aplicados na melhoria da lamentável infra-estrutura de transporte público que a cidade padece. É preciso ver que esses recursos não estão indo para a construção de um complexo desportivo que possa ser utilizado pelo conjunto da população. Ao contrário, a PMSP e os vereadores festivamente repassam uma grande soma de dinheiro público, na forma de incentivos fiscais, com fins t...