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Mostrando postagens de junho, 2011

De como o PT privatizou o governo

O Brasil é mesmo singular. Durante mais de duas décadas O PT na oposição não hesitou em criticar toda iniciativa dos governos de turno, aqui incluídos dois personagens lamentáveis da política brasileira como são os ex-presidentes Sarney e Collor, hoje seus leais aliados. A vida dá voltas, e um dia o PT teria a chance de fazer diferente. Chegado o momento, o que o PT faz? Tudo ao contrário do que declamava: aparelha o governo, incha a máquina do Estado Brasileiro como “nunca antes nesse país” , e usa os recursos públicos em benefício... próprio e de seus “aliados”. A mais recente negociata promovida pela administração petista do BNDES: R$ 4 bilhões (aprox. 7.400.000 salários mínimos) em recursos públicos serão dados ao Grupo Pão de Açúcar para que este possa comprar uma participação de 11% no grupo francês Carrefour .  Deve ser difícil explicar qual seria o interesse público em concentrar ainda mais o já altamente concentrado setor de supermercados brasileiro, que há anos v...

Nosso escândalo novo de cada dia

Há décadas vivemos de escândalos que sucedem uns a outros em ritmo alucinante . O caso de corrupção de hoje nos fará esquecer  rapidamente   o de ontem, e assim sucessivamente. Não é diferente com o atual affaire Antônio Palocci . Teve a virtude de nos lembrar de suas andanças pela casa de tolerância de Brasília, onde tratava de negócios por fora enquanto era ministro da Fazenda de Lula, e sua ordem para que fosse quebrado o sigilo bancário do caseiro Francenildo , que o denunciou. O caso Palocci teve o efeito de fazer todo mundo esquecer da votação do "código do desmatamento" comandada pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB), e considerada pelo próprio líder do governo na Câmara "uma vergonha para a presidente Dilma" . Até um dos maiores plantadores de soja do Brasil, o ex-governador do MT e atual senador Blairo Maggi , membro da bancada ruralista, considera as modificações votadas na Câmara "uma anistia a desmatadores" . O código proposto por Aldo Rebelo...

150 dias

Ou até menos. Foi o que durou a aparência da presidente Dilma como comandante do país. Acabou quando, nos últimos dias de maio, seu mentor e antecessor desembarcou em Brasília para comandar a "operação abafa" do mais recente escândalo petista, mais uma vez envolvendo o ministro Antônio Palocci . Já durante a campanha, a candidata Dilma demonstrava ser incapaz de articular dois pensamentos numa mesma frase . Mesmo assim, uma vez eleita muitos alimentaram a esperança de que, com seu estilo sério, e uma abordagem - só aparentemente - mais técnica e menos política das questões do governo, pudesse começar a endireitar algo do muito que está errado no governo petista. De fato, nas semanas anteriores a este novo caso de corrupção, a presidente Dilma aparentava tentar pôr um freio no festival de nomeações políticas em órgãos e empresas estatais organizado pelos integrantes da base alugada. A ilusão durou pouco . Quando Lula foi à reunião com senadores na casa de Sarney em Bras...