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Mostrando postagens com o rótulo Dilma

Está faltando gente nas cadeias

Luciano Coutinho foi presidente do BNDES por 9 anos, de 2007 (governo Lula) até 2016 quando perdeu o posto com o impeachment de Dilma. Na sua biografia consta que Luciano Coutinho , PhD em Economia pela Universidade de Cornell (EUA), professor e escritor de vários livros, é especialista em economia industrial e internacional. De alguém com um currículo assim à frente do poderoso BNDES esperava-se um grande avanço na política industrial brasileira. Ao contrário, sua gestão deixou um verdadeiro rosário de prejuízos , não apenas para o BNDES, mas também para os fundos de pensão, na casa dos R$ bilhões, em empréstimos , alguns de difícil recuperação e outros diretamente incobráveis, e que somente agora estão sendo investigados e trazidos à luz pelo TCU. Foi durante a presidência de Luciano Coutinho que o BNDES liberou, de forma muito suspeita, empréstimos bilionários para a JBS/Friboi que, de empresa em situação quase falimentar passou a comprar frigoríficos e d...

Os tempos se aceleram

A situação, apesar de muito complicada, é no fundo muito simples: Dilma está levando o chumbo grosso pelos 12 anos de desgoverno do PT. Sem dúvida, ela é incompetente, teimosa, e de caráter difícil, mas deve ser muito fácil de manipular pelo Lula e, por isso, deve ter sido escolhida como sucessora, para ser bode expiatório . Fato: durante seus dois mandatos o Lula navegou em céu de brigadeiro e, quando o ciclo do real valorizado e os altos preços das commodities chegava ao fim, foi a vez de Dilma assumir o governo. Recebeu assim uma bomba de tempo que agora estoura em seu colo. Isto não a isenta de responsabilidade: como o Lula, ela é corrupta e incompetente. Seu primeiro mandato foi um desastre, e o segundo começou muito pior. O PT pode querer usar isso - a manifesta incompetência e falta de carisma da Dilma, e os sucessivos escândalos de corrupção (mensalão, Petrobras, BNDES) - para aplicar um autogolpe , recurso vil e antidemocrático, mas já usado com sucesso pelos companhe...

Dicas para uma “gerentona”

Dias atrás, comentando o artigo “A pauta das ruas” do mestre Clóvis Rossi , na Folha , apontei que uma das opções da presidente Dilma Rousseff , não mencionada no artigo, era tentar ganhar tempo com medidas apenas cosméticas, apostando no efeito anestésico do futebol. Afinal, o Brasil está fazendo bonito na Copa das Confederações, e já estamos em contagem regressiva para a Copa de 2014. Errei apenas no adjetivo: ao invés de “cosméticas” devia ter dito “pirotécnicas”. Foi exatamente o que a Dilma tentou fazer há dois dias ao anunciar – para recuar logo depois – os fogos de artifício a seguir: Plebiscito – os eleitores brasileiros se manifestaram nas eleições de 2010 e elegeram o atual congresso, no qual a situação tem ampla maioria. A lógica diz que os escolhidos têm a responsabilidade de representar adequadamente o povo que os elegeu. Se isso não está acontecendo, feche-se o congresso e chame-se a plebiscitos periódicos. Os contribuintes, agradecidos. Constituinte – Se ...

Já jogou a toalha

No começo de julho houve no Ministério dos Transportes uma série de demissões que, além do ministro “não-sou-lixo”, arrastou poderosos funcionários de alta patente – a maioria de um partido de aluguel chamado PR – que manejavam grandes somas de dinheiro público a discrição e com inegável amor familiar. A seguir, as denúncias no Ministério da Agricultura, desta vez deflagradas pelo clássico caso do parente que, excluído da partilha, acaba dedurando os outros integrantes do esquema. Tudo sazonado com um criativo nepotismo cruzado. O ministro de sorriso mafioso conseguiu se segurar um pouco, mas acabou demitido. Na seqüencia, veio a operação da PF que detectou falcatruas diversas no Ministério do Turismo. Aqui avançamos um pouco mais, com diversos integrantes da quadrilha algemados e fotografados - apesar de sua feiúra - como vieram ao mundo. O pequeno ministro de olhar engraçado ainda tenta dar explicações – que não convencem ninguém. Muitos ficamos entusiasmados com o que parecia...

150 dias

Ou até menos. Foi o que durou a aparência da presidente Dilma como comandante do país. Acabou quando, nos últimos dias de maio, seu mentor e antecessor desembarcou em Brasília para comandar a "operação abafa" do mais recente escândalo petista, mais uma vez envolvendo o ministro Antônio Palocci . Já durante a campanha, a candidata Dilma demonstrava ser incapaz de articular dois pensamentos numa mesma frase . Mesmo assim, uma vez eleita muitos alimentaram a esperança de que, com seu estilo sério, e uma abordagem - só aparentemente - mais técnica e menos política das questões do governo, pudesse começar a endireitar algo do muito que está errado no governo petista. De fato, nas semanas anteriores a este novo caso de corrupção, a presidente Dilma aparentava tentar pôr um freio no festival de nomeações políticas em órgãos e empresas estatais organizado pelos integrantes da base alugada. A ilusão durou pouco . Quando Lula foi à reunião com senadores na casa de Sarney em Bras...