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Mostrando postagens com o rótulo corrupção

O tamanho do Estado é o problema

  Noticiado esta semana pelo jornal  O Globo:   um relatório de auditoria da CGU (Controladoria Geral da União) encontrou distorções ou inconsistências em 5 ministérios durante o último ano da gestão Bolsonaro. Se a quantia anunciada - R$ 202 bilhões, equivalente a uns US$ 40 bilhões - for mesmo desvio de dinheiro público, sem dúvida estaríamos diante de um esquema de corrupção como nunca antes visto. Se for mesmo roubo, vamos todos torcer para que não aconteça o mesmo que com as falcatruas  bilionárias  dos anteriores governos petistas entre 2003 e 2016, ou seja, NADA . Como sabemos, quase ninguém foi punido (só laranjas foram para a cadeia), enquanto os verdadeiros corruptos foram poupados. A Lava Jato , que recuperou e devolveu aos cofres públicos quase  R$ 25 bilhões  ( ver aqui ) foi destruída, seus principais expoentes perseguidos como criminosos, e o Coaf foi tirado do MJSP, seu presidente exonerado, e esvaziado e escondido em outro ...

Está faltando gente nas cadeias

Luciano Coutinho foi presidente do BNDES por 9 anos, de 2007 (governo Lula) até 2016 quando perdeu o posto com o impeachment de Dilma. Na sua biografia consta que Luciano Coutinho , PhD em Economia pela Universidade de Cornell (EUA), professor e escritor de vários livros, é especialista em economia industrial e internacional. De alguém com um currículo assim à frente do poderoso BNDES esperava-se um grande avanço na política industrial brasileira. Ao contrário, sua gestão deixou um verdadeiro rosário de prejuízos , não apenas para o BNDES, mas também para os fundos de pensão, na casa dos R$ bilhões, em empréstimos , alguns de difícil recuperação e outros diretamente incobráveis, e que somente agora estão sendo investigados e trazidos à luz pelo TCU. Foi durante a presidência de Luciano Coutinho que o BNDES liberou, de forma muito suspeita, empréstimos bilionários para a JBS/Friboi que, de empresa em situação quase falimentar passou a comprar frigoríficos e d...

Coisas de que os militantes do PT não costumam lembrar

Durante a manifestação da CUT – que deixou montanhas de lixo – na frente da sede da Petrobras na Av. Paulista, um militante do PT de colete laranja distribuía um panfleto que dizia "Tire o corrupto da política tirando dela o dinheiro que o atrai!" , assinado pelo “Núcleo do PT da Vila Buarque” . A primeira vista, a gente poderia achar que o objetivo era acabar com o financiamento de campanhas políticas por parte de empresas, uma vez que o eleitor pessoa física estaria em desvantagem frente ao poder econômico da pessoa jurídica.  Em nosso imperfeito sistema eleitoral, com a omnipresença do Caixa 2 , para o qual a Justiça Eleitoral costuma fazer vista grosa, doações de empresas deixam o candidato eleito de rabo preso . Muito louvável, mas tem um porém: Fernando Haddad se elegeu em São Paulo graças a maciças doações -  64% do total -  de construtoras para as quais precisa agora conseguir terrenos. Por isso avança sem dó sobre áreas de mananciais e ZERs. E a campanha d...

PETOBÁIZ

Nos idos de 2002 chegava a ser cansativa a forma como antes, durante e até depois da campanha, o candidato e presidente-eleito Lula martelava incessantemente com o bordão Petobáiz , no particular sotaque do chefe do PT. Em seus discursos, FHC e o PSDB representavam o demônio que tinha “privatizado” a maior estatal brasileira, que Lula e o PT iriam resgatar para o povo brasileiro. As acusações iam desde entregar o patrimônio nacional ao capital privado, até a compra superfaturada de plataformas no exterior, prejudicando a indústria e os trabalhadores brasileiros. De tanto insistir ao melhor estilo Joseph Goebbels (o famoso ministro da propaganda de Hitler) com acusações falsas que disparava sem nunca provar, e com a conveniente ajuda de um espirro do sistema capitalista mundial, a maioria do eleitorado brasileiro - que pouco antes tinha se refestelado na orgia de consumo do Plano Real - se assustou e permitiu ao Lula o que ele, confessadamente, tanto desejava: chegar ao poder. ...

Dicas para uma “gerentona”

Dias atrás, comentando o artigo “A pauta das ruas” do mestre Clóvis Rossi , na Folha , apontei que uma das opções da presidente Dilma Rousseff , não mencionada no artigo, era tentar ganhar tempo com medidas apenas cosméticas, apostando no efeito anestésico do futebol. Afinal, o Brasil está fazendo bonito na Copa das Confederações, e já estamos em contagem regressiva para a Copa de 2014. Errei apenas no adjetivo: ao invés de “cosméticas” devia ter dito “pirotécnicas”. Foi exatamente o que a Dilma tentou fazer há dois dias ao anunciar – para recuar logo depois – os fogos de artifício a seguir: Plebiscito – os eleitores brasileiros se manifestaram nas eleições de 2010 e elegeram o atual congresso, no qual a situação tem ampla maioria. A lógica diz que os escolhidos têm a responsabilidade de representar adequadamente o povo que os elegeu. Se isso não está acontecendo, feche-se o congresso e chame-se a plebiscitos periódicos. Os contribuintes, agradecidos. Constituinte – Se ...

Já jogou a toalha

No começo de julho houve no Ministério dos Transportes uma série de demissões que, além do ministro “não-sou-lixo”, arrastou poderosos funcionários de alta patente – a maioria de um partido de aluguel chamado PR – que manejavam grandes somas de dinheiro público a discrição e com inegável amor familiar. A seguir, as denúncias no Ministério da Agricultura, desta vez deflagradas pelo clássico caso do parente que, excluído da partilha, acaba dedurando os outros integrantes do esquema. Tudo sazonado com um criativo nepotismo cruzado. O ministro de sorriso mafioso conseguiu se segurar um pouco, mas acabou demitido. Na seqüencia, veio a operação da PF que detectou falcatruas diversas no Ministério do Turismo. Aqui avançamos um pouco mais, com diversos integrantes da quadrilha algemados e fotografados - apesar de sua feiúra - como vieram ao mundo. O pequeno ministro de olhar engraçado ainda tenta dar explicações – que não convencem ninguém. Muitos ficamos entusiasmados com o que parecia...

Algemas, por que não?

Nos últimos dois meses vêm acontecendo “faxinas” em (até agora) três ministérios atingidos por diversas denúncias de corrupção, desvio de dinheiro público, nepotismo, etc. No dos Transportes, a informação da grande quantidade de obras superfaturadas somente chegou até a opinião pública graças ao eficiente trabalho de jornalistas. No Ministério da Agricultura, a insólita rede de nepotismo cruzado e as falcatruas com alimentos destinados à população só foram conhecidas porque um dos membros do esquema perdeu a boquinha, e resolveu dar com a língua nos dentes. É lamentável constatar que, nestes dois casos, a corrupção não tenha sido denunciada e/ou descoberta por qualquer órgão de controle, a polícia, ou a justiça. Somente no Ministério do Turismo os desvios foram desvendados pela “Operação Voucher” da Polícia Federal – aparentemente levada a cabo sem conhecimento do seu chefe máximo, o Ministro da Justiça. Porém, bastou aparecerem fotos dos fraudadores algemados para que algumas autori...

Lixo, sim.

Quando dias atrás o ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, retomou sua banca no Senado, pronunciou uma frase no mínimo insólita, que de imediato foi motivo de chacota nos meios. “Eu não sou lixo. Meu partido não é lixo”, disse o senador, que pediu demissão no início de julho sem sequer iniciar a investigação das muitas falcatruas em seu ministério, conforme lhe tinha sido encomendado pela presidente Dilma Rousseff. A frase chama a atenção porque, apesar de ninguém tê-lo chamado assim, o qualificativo é bem merecido, tal a quantidade de obras superfaturadas que ocorriam debaixo do seu nariz. Sob o comando de seu partido de aluguel, o PR, a estrutura do Ministério dos Transportes era uma verdadeira organização mafiosa, em que as obras eram contratadas não em função do interesse nacional, e sim do lucro que podiam gerar para empresas fantasmas de parentes e amigos. Tudo indica que o demitido ministro era uma “rainha de Inglaterra”, sem poder real para desmantelar um esquema do...