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Mostrando postagens com o rótulo PT

Esquerda, centro ou direita: onde estou?

Neste momento, Abril de 2016 , há uma grande confusão em boa parte do eleitorado brasileiro, inclusive os que se manifestam nas redes sociais e, em teoria, estariam mais bem informados. Essa confusão pode ser constatada entre os muitos que recentemente passaram a se declarar de direita . Houve um tempo em que ser chamado de petista era quase um insulto. Petista era sinônimo de esquerdista radical, grevista, desordeiro , etc. Antes de chegar ao poder, Lula perdeu uma eleição para governador, e três para presidente – em todas as quais se apresentou sem qualquer experiência administrativa prévia – além de um mandato como deputado federal em que   nada  fez . Não obstante, o PT e as ideias que publicamente declama foram seduzindo a sociedade e acabaram levando o Lula à vitória na eleição de 2002. Como se deu esse processo? Naqueles dias, muita gente já se dizia de esquerda ou simpatizava com qualquer coisa que incluísse os termos povo ,   trabalhador,  inclusã...

O método do PT: dividir para reinar

Desde muito antes de chegar ao poder, o PT vem contaminando a sociedade  com consignas que, depois de alguns anos, muitos, especialmente os mais jovens e/ou menos esclarecidos, acaba repetindo sem saber muito bem o que significam, ou a que ou quem se referem. De tanto ouvir, muitos  hoje   acreditam em falácias como: 1) há uma elite opressora ; 2) a classe média faz parte dessa elite ; 3) a elite não tolera que a classe baixa viva melhor ; 4) a elite quer derrubar o PT . Argumento absurdo que somente ignorantes e mal intencionados podem defender. Na verdade, o ataque não está dirigido à elite , mas é um tiro por elevação contra a classe média , o verdadeiro alvo. Para poder prosperar, a classe média em geral depende de bens intangíveis como o estado de direito , liberdade de associação e comércio , e que o governo cumpra com suas obrigações básicas e não atrapalhe. Em geral, a classe média rejeita o populismo e a demagogia que partidos extremistas como o PT pratic...

Coisas de que os militantes do PT não costumam lembrar

Durante a manifestação da CUT – que deixou montanhas de lixo – na frente da sede da Petrobras na Av. Paulista, um militante do PT de colete laranja distribuía um panfleto que dizia "Tire o corrupto da política tirando dela o dinheiro que o atrai!" , assinado pelo “Núcleo do PT da Vila Buarque” . A primeira vista, a gente poderia achar que o objetivo era acabar com o financiamento de campanhas políticas por parte de empresas, uma vez que o eleitor pessoa física estaria em desvantagem frente ao poder econômico da pessoa jurídica.  Em nosso imperfeito sistema eleitoral, com a omnipresença do Caixa 2 , para o qual a Justiça Eleitoral costuma fazer vista grosa, doações de empresas deixam o candidato eleito de rabo preso . Muito louvável, mas tem um porém: Fernando Haddad se elegeu em São Paulo graças a maciças doações -  64% do total -  de construtoras para as quais precisa agora conseguir terrenos. Por isso avança sem dó sobre áreas de mananciais e ZERs. E a campanha d...

Os tempos se aceleram

A situação, apesar de muito complicada, é no fundo muito simples: Dilma está levando o chumbo grosso pelos 12 anos de desgoverno do PT. Sem dúvida, ela é incompetente, teimosa, e de caráter difícil, mas deve ser muito fácil de manipular pelo Lula e, por isso, deve ter sido escolhida como sucessora, para ser bode expiatório . Fato: durante seus dois mandatos o Lula navegou em céu de brigadeiro e, quando o ciclo do real valorizado e os altos preços das commodities chegava ao fim, foi a vez de Dilma assumir o governo. Recebeu assim uma bomba de tempo que agora estoura em seu colo. Isto não a isenta de responsabilidade: como o Lula, ela é corrupta e incompetente. Seu primeiro mandato foi um desastre, e o segundo começou muito pior. O PT pode querer usar isso - a manifesta incompetência e falta de carisma da Dilma, e os sucessivos escândalos de corrupção (mensalão, Petrobras, BNDES) - para aplicar um autogolpe , recurso vil e antidemocrático, mas já usado com sucesso pelos companhe...

As urnas se manifestaram. Será?

O apertado triunfo eleitoral de Dilma Rousseff sobre Aécio Neves, por pouco mais de 3 milhões de votos, teve para o PT sabor de derrota. Para alcançar esse triunfo foi preciso fazer uma campanha nada ética, com todo tipo de acusações falsas aos adversários, e praticar deslavada fraude eleitoral. Houve denúncias por todo o país: urnas eletrônicas que votavam sozinhas, já abriam com centenas de votos a favor do PT, ou eleitores que chegavam à seção e descobriam que alguém já tinha votado por eles. Em muitos casos fotografado, filmado e devidamente postado na internet pelos afetados. Há anos discutíamos a possibilidade muito real de fraude eleitoral com as urnas eletrônicas Smartmatic da empresa  Diebold que, por esse mesmo motivo, foram rejeitadas em diversos países, incluindo os EUA, lugar de origem da engenhoca. Nas eleições presidenciais americanas de 2000, essas urnas ficaram famosas por roubarem votos do candidato democrata Al Gore em favor do republicano  Georg...

PETOBÁIZ

Nos idos de 2002 chegava a ser cansativa a forma como antes, durante e até depois da campanha, o candidato e presidente-eleito Lula martelava incessantemente com o bordão Petobáiz , no particular sotaque do chefe do PT. Em seus discursos, FHC e o PSDB representavam o demônio que tinha “privatizado” a maior estatal brasileira, que Lula e o PT iriam resgatar para o povo brasileiro. As acusações iam desde entregar o patrimônio nacional ao capital privado, até a compra superfaturada de plataformas no exterior, prejudicando a indústria e os trabalhadores brasileiros. De tanto insistir ao melhor estilo Joseph Goebbels (o famoso ministro da propaganda de Hitler) com acusações falsas que disparava sem nunca provar, e com a conveniente ajuda de um espirro do sistema capitalista mundial, a maioria do eleitorado brasileiro - que pouco antes tinha se refestelado na orgia de consumo do Plano Real - se assustou e permitiu ao Lula o que ele, confessadamente, tanto desejava: chegar ao poder. ...

Vossa Excrescência

Há poucos dias tomou nova posse como deputado federal pelo PT José Genoíno. Para qualquer ser humano com mínimo senso de lógica deve ser difícil entender que um réu condenado a 6 anos e 11 meses de prisão tome posse no Poder Legislativo federal. Deve ser ainda mais difícil se agregarmos que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal onde, teoricamente, não caberia mais recurso. Como se não bastasse, o petista tomou posse mesmo depois da confirmação do próprio STF de que parlamentares condenados perderão seus mandatos. Pacífico guerrilheiro. José Genoíno faz parte de um grupo de políticos ditos “de esquerda” que, décadas depois, ainda tentam faturar por ter "lutado” contra a ditadura militar. Não importa que seu passo pela guerrilha tenha sido breve, nem que, segundo relatos, tenha se rendido sem disparar um tiro, e ainda por cima delatado a companheiros. A cereja do bolo de sua carreira política duvidosa é a condenação, junto com comparsas, no escândalo do mensalão, o corrupt...

Shoot the Messenger

Interessante o que vem ocorrendo com os diversos governos ditos "de esquerda" que atualmente ocupam praticamente todo o mapa da América Latina: uma vez no poder agem exatamente igual, e com a mesma boçalidade, que as ditaduras militares de direita que padecemos em décadas passadas. Diziam combater a ditadura de direita, mas ao chegar ao poder se sovietizam. O mais recente exemplo é o documento do PT prévio ao seu 4° Congresso, que vai de hoje até domingo em Brasília. Em um dos trechos, o documento rejeita a "faxina anticorrupção" que teria sido empreendida pela presidente Dilma , e joga as culpas na "oposição aliada a uma conspiração midiática" .  São quase as mesmas palavras usadas, por exemplo, pelo governo da presidente argentina Cristina Kirchner para explicar - na prática, negar - os diversos casos de corrupção de sua administração. Ora, após as eleições de 2010, a oposição perdeu no Congresso Brasileiro ainda mais espaço do que tinha. Além disto...

De como o PT privatizou o governo

O Brasil é mesmo singular. Durante mais de duas décadas O PT na oposição não hesitou em criticar toda iniciativa dos governos de turno, aqui incluídos dois personagens lamentáveis da política brasileira como são os ex-presidentes Sarney e Collor, hoje seus leais aliados. A vida dá voltas, e um dia o PT teria a chance de fazer diferente. Chegado o momento, o que o PT faz? Tudo ao contrário do que declamava: aparelha o governo, incha a máquina do Estado Brasileiro como “nunca antes nesse país” , e usa os recursos públicos em benefício... próprio e de seus “aliados”. A mais recente negociata promovida pela administração petista do BNDES: R$ 4 bilhões (aprox. 7.400.000 salários mínimos) em recursos públicos serão dados ao Grupo Pão de Açúcar para que este possa comprar uma participação de 11% no grupo francês Carrefour .  Deve ser difícil explicar qual seria o interesse público em concentrar ainda mais o já altamente concentrado setor de supermercados brasileiro, que há anos v...

150 dias

Ou até menos. Foi o que durou a aparência da presidente Dilma como comandante do país. Acabou quando, nos últimos dias de maio, seu mentor e antecessor desembarcou em Brasília para comandar a "operação abafa" do mais recente escândalo petista, mais uma vez envolvendo o ministro Antônio Palocci . Já durante a campanha, a candidata Dilma demonstrava ser incapaz de articular dois pensamentos numa mesma frase . Mesmo assim, uma vez eleita muitos alimentaram a esperança de que, com seu estilo sério, e uma abordagem - só aparentemente - mais técnica e menos política das questões do governo, pudesse começar a endireitar algo do muito que está errado no governo petista. De fato, nas semanas anteriores a este novo caso de corrupção, a presidente Dilma aparentava tentar pôr um freio no festival de nomeações políticas em órgãos e empresas estatais organizado pelos integrantes da base alugada. A ilusão durou pouco . Quando Lula foi à reunião com senadores na casa de Sarney em Bras...

O PT e o Banco Panamericano

Quinta-feira passada foi anunciada a saída de Maria Fernanda Coelho da presidência da Caixa Econômica Federal. O motivo teriam sido desavenças com Ricardo Palocci, atual ministro-chefe da Casa Civil, pela nomeação de apadrinhados políticos do PT nas diretorias da instituição (nada diferente ao que é prática comum do partido em ministérios, empresas públicas, etc.). Tudo muito folclórico – o PT já nos tem acostumados - não fosse a própria Maria Fernanda Coelho responsável pela compra, em Novembro de 2009, de 49% do capital votante do Banco Panamericano, que custou aos cofres públicos R$ 780 milhões. Na ocasião, nem a agora ex-presidente da CEF, nem seu vice-presidente de Finanças, Márcio Percival – que continua no cargo – lembraram de pedir a usual “due dilligence”, providência que é praxe de mercado, e que qualquer executivo da área financeira faz questão de tomar antes de autorizar a compra de ações de outra empresa. Como foi amplamente divulgado na época, em Setembro de 2010 o bili...