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Mostrando postagens de agosto, 2011

Algemas, por que não?

Nos últimos dois meses vêm acontecendo “faxinas” em (até agora) três ministérios atingidos por diversas denúncias de corrupção, desvio de dinheiro público, nepotismo, etc. No dos Transportes, a informação da grande quantidade de obras superfaturadas somente chegou até a opinião pública graças ao eficiente trabalho de jornalistas. No Ministério da Agricultura, a insólita rede de nepotismo cruzado e as falcatruas com alimentos destinados à população só foram conhecidas porque um dos membros do esquema perdeu a boquinha, e resolveu dar com a língua nos dentes. É lamentável constatar que, nestes dois casos, a corrupção não tenha sido denunciada e/ou descoberta por qualquer órgão de controle, a polícia, ou a justiça. Somente no Ministério do Turismo os desvios foram desvendados pela “Operação Voucher” da Polícia Federal – aparentemente levada a cabo sem conhecimento do seu chefe máximo, o Ministro da Justiça. Porém, bastou aparecerem fotos dos fraudadores algemados para que algumas autori...

Lixo, sim.

Quando dias atrás o ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, retomou sua banca no Senado, pronunciou uma frase no mínimo insólita, que de imediato foi motivo de chacota nos meios. “Eu não sou lixo. Meu partido não é lixo”, disse o senador, que pediu demissão no início de julho sem sequer iniciar a investigação das muitas falcatruas em seu ministério, conforme lhe tinha sido encomendado pela presidente Dilma Rousseff. A frase chama a atenção porque, apesar de ninguém tê-lo chamado assim, o qualificativo é bem merecido, tal a quantidade de obras superfaturadas que ocorriam debaixo do seu nariz. Sob o comando de seu partido de aluguel, o PR, a estrutura do Ministério dos Transportes era uma verdadeira organização mafiosa, em que as obras eram contratadas não em função do interesse nacional, e sim do lucro que podiam gerar para empresas fantasmas de parentes e amigos. Tudo indica que o demitido ministro era uma “rainha de Inglaterra”, sem poder real para desmantelar um esquema do...

Está ficando cada vez pior

Na madrugada do sábado 9 de julho, o engenheiro Marcelo Malvio de Lima (36) bateu com seu Porsche no Hyundai Tucson da advogada Carolina Santos (28), que teve morte instantânea. Isto ocorreu no cruzamento das ruas Bandeira Paulista e Joaquim Floriano, no Itaim Bibi. Segundo a polícia, no momento do impacto Marcelo Lima ia a pelo menos a 150 km/h e estava alcoolizado. Aproveitando a madrugada, Carolina deve ter avançado o farol vermelho. Em depoimento à jornalista da Folha, Marcelo Lima assume o papel de vítima e alega estar no momento da colisão “pouco acima dos 60 km/h”. Quem vê as fotos custa a acreditar. O Tucson foi arremessado contra poste e muro, ficando irreconhecível. O Porsche também foi totalmente destruído, mas o causador da tragédia, que não teve ferimentos, salvou-se. Sua mãe alegou estar sofrendo “tanto quanto a mãe da vítima” e que “reza pela família”. Na madrugada do sábado 23 de julho, a nutricionista Gabriela Pereira (28) dirigia seu Land Rover na rua Natingui, na V...