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Mostrando postagens com o rótulo lula

Trump, Lula, e a dança das tarifas

  Como homem de comércio exterior sempre fui contra barreiras comerciais absurdas como a tarifa de 50% que o presidente americano Donald Trump impôs aos produtos brasileiros. Uma barreira dessa magnitude só se justificaria em caso de dumping comprovado , que não é o caso aqui, e sobre um determinado produto ou item tarifário, nunca sobre toda a pauta de exportação de um país. A nova tarifa , que passa a valer a partir de 1° de agosto, já afeta a exportação de pescados e mariscos brasileiros . Importadores americanos começaram a cancelar encomendas por temor a que, as encomendas chegando aos portos de destino depois dessa data, tenham que pagar uma pesada tarifa que dificilmente poderão repassar aos preços de venda. Menos ainda se justifica impor tarifas sobre um país como o Brasil com o qual os EUA, longe de ter déficit comercial, goza de um confortável superávit. Segundo analistas, a tarifa tem mais a intenção de punir o Brasil pela continuada violação dos direitos civis, por t...

Por uma nova centro-direita

  Com a frase "É tudo bafo de boca" , o saudoso Paulo Francis resumia o estilo dos revolucionários de papel que falam muito, mas nada fazem. Sua frase, originalmente dirigida à esquerda retrógrada pró-soviética , aplica-se também, perfeitamente, à direita burra que acaba de ficar desnorteada com a atitude do falso líder, que fugiu e deu uma banana a seus seguidores. Durante seu mandato, Jair Bolsonaro fez bravatas, xingou, debochou, insultou e ameaçou, mas nada fez de concreto para favorecer a chamada direita , muito menos as ideias do liberalismo econômico. No final, acabou fugindo antes do término do seu mandato , sem avisar ninguém, e deixando no vácuo os milhares de alucinados que acreditaram em suas palavras vazias e fizeram vigília na porta dos quartéis. Mesmo já fora da cena, não deixa de ser preocupante que tantos brasileiros continuem considerando um sujeito tão limitado como seu líder ao ponto de chama-lo mito , e que ele seja considerado a encarnação de uma ...

O “Efeito Orloff”, mais uma vez

  Nos anos 1980 uma marca de vodca produziu um recordado comercial de TV com o bordão  “Eu sou você, amanhã”  que acabou virando um clássico publicitário, além de metáfora de como, na política e na economia , o que acontecia na Argentina acabava se reproduzindo tempo depois no Brasil . Nas últimas três décadas a profecia se cumpriu várias vezes. Aquele recordado comercial de TV pode ser revisitado aqui . Cantei essa bola tempos atrás: a torpeza de Bolsonaro acabaria por nos trazer o PT de volta . Para mostrar que, quase quatro décadas depois, o “Efeito Orloff” continua vigente, em 2019   na Argentina,   Macri cometeu erro similar: durante seu bem-intencionado, mas fracassado governo, não se empenhou para que os muitos crimes da quadrilha kirchnerista  fossem punidos. De forma inocente, Macri acreditou que, apesar de seu desastroso manejo da economia, bastava com " el  cuco" de Cristina Kirchner para se reeleger.  Acabou derrotado no 1ro turn...

As mentiras que Lula contou na entrevista com William Waack

Em 12/09 , o candidato Lula se submeteu à   sabatina  de  William Waack  na CNN Brasil  ( Jair Bolsonaro foi o único candidato que não respondeu ao convite). Entre outras coisas, Lula tentou separar seu governo do de  Dilma , admitiu corrupção, culpou Aécio Neves pela atual  animosidade   contra ele, e comparou Bolsonaro a Hitler e Mussolini . Aqui analiso alguns trechos: Waack: Sua própria carreira política recente esteve pendurada numa decisão do STF, foi por culpa dela que o senhor foi para a cadeia, e foi por culpa de outra decisão do STF que o senhor está podendo participar da eleição agora. O que o senhor faria diferente? O impeachment de ministros do STF, por exemplo, estaria na sua agenda? Lula: Deixa eu te contar uma história fantástica. Pela primeira vez na história do Brasil, eu sou culpado de ser inocente. É fantástico, porque eu disse o tempo inteiro que tinha um juiz mentindo, que tinha um grupo tarefa do Ministério Públi...

Está faltando gente nas cadeias

Luciano Coutinho foi presidente do BNDES por 9 anos, de 2007 (governo Lula) até 2016 quando perdeu o posto com o impeachment de Dilma. Na sua biografia consta que Luciano Coutinho , PhD em Economia pela Universidade de Cornell (EUA), professor e escritor de vários livros, é especialista em economia industrial e internacional. De alguém com um currículo assim à frente do poderoso BNDES esperava-se um grande avanço na política industrial brasileira. Ao contrário, sua gestão deixou um verdadeiro rosário de prejuízos , não apenas para o BNDES, mas também para os fundos de pensão, na casa dos R$ bilhões, em empréstimos , alguns de difícil recuperação e outros diretamente incobráveis, e que somente agora estão sendo investigados e trazidos à luz pelo TCU. Foi durante a presidência de Luciano Coutinho que o BNDES liberou, de forma muito suspeita, empréstimos bilionários para a JBS/Friboi que, de empresa em situação quase falimentar passou a comprar frigoríficos e d...

Os tempos se aceleram

A situação, apesar de muito complicada, é no fundo muito simples: Dilma está levando o chumbo grosso pelos 12 anos de desgoverno do PT. Sem dúvida, ela é incompetente, teimosa, e de caráter difícil, mas deve ser muito fácil de manipular pelo Lula e, por isso, deve ter sido escolhida como sucessora, para ser bode expiatório . Fato: durante seus dois mandatos o Lula navegou em céu de brigadeiro e, quando o ciclo do real valorizado e os altos preços das commodities chegava ao fim, foi a vez de Dilma assumir o governo. Recebeu assim uma bomba de tempo que agora estoura em seu colo. Isto não a isenta de responsabilidade: como o Lula, ela é corrupta e incompetente. Seu primeiro mandato foi um desastre, e o segundo começou muito pior. O PT pode querer usar isso - a manifesta incompetência e falta de carisma da Dilma, e os sucessivos escândalos de corrupção (mensalão, Petrobras, BNDES) - para aplicar um autogolpe , recurso vil e antidemocrático, mas já usado com sucesso pelos companhe...

Dicas para uma “gerentona”

Dias atrás, comentando o artigo “A pauta das ruas” do mestre Clóvis Rossi , na Folha , apontei que uma das opções da presidente Dilma Rousseff , não mencionada no artigo, era tentar ganhar tempo com medidas apenas cosméticas, apostando no efeito anestésico do futebol. Afinal, o Brasil está fazendo bonito na Copa das Confederações, e já estamos em contagem regressiva para a Copa de 2014. Errei apenas no adjetivo: ao invés de “cosméticas” devia ter dito “pirotécnicas”. Foi exatamente o que a Dilma tentou fazer há dois dias ao anunciar – para recuar logo depois – os fogos de artifício a seguir: Plebiscito – os eleitores brasileiros se manifestaram nas eleições de 2010 e elegeram o atual congresso, no qual a situação tem ampla maioria. A lógica diz que os escolhidos têm a responsabilidade de representar adequadamente o povo que os elegeu. Se isso não está acontecendo, feche-se o congresso e chame-se a plebiscitos periódicos. Os contribuintes, agradecidos. Constituinte – Se ...

150 dias

Ou até menos. Foi o que durou a aparência da presidente Dilma como comandante do país. Acabou quando, nos últimos dias de maio, seu mentor e antecessor desembarcou em Brasília para comandar a "operação abafa" do mais recente escândalo petista, mais uma vez envolvendo o ministro Antônio Palocci . Já durante a campanha, a candidata Dilma demonstrava ser incapaz de articular dois pensamentos numa mesma frase . Mesmo assim, uma vez eleita muitos alimentaram a esperança de que, com seu estilo sério, e uma abordagem - só aparentemente - mais técnica e menos política das questões do governo, pudesse começar a endireitar algo do muito que está errado no governo petista. De fato, nas semanas anteriores a este novo caso de corrupção, a presidente Dilma aparentava tentar pôr um freio no festival de nomeações políticas em órgãos e empresas estatais organizado pelos integrantes da base alugada. A ilusão durou pouco . Quando Lula foi à reunião com senadores na casa de Sarney em Bras...

Passaporte diplomático

É um escândalo, e que precisa ser investigado quanto antes, que filhos do Lula, e até seus netos, tenham recebido passaportes diplomáticos. Ninguém até agora explicou de que forma esses descendentes do ex-presidente representam o Brasil no exterior. A conclusão mais óbvia, então, é que a utilidade do passaporte seria em caso de ter que sair às pressas do Brasil se forem divulgados casos de enriquecimento ilícito durante o mandato do pai e avó. Já que não aconteceu durante o mandato do Lula com os muitos escândalos de corrupção que marcaram seu governo, é ingênuo esperar que a presidente Dilma use o prestígio do seu cargo para inibir esta prática vergonhosa. É certo que já foram divulgadas novas regras para a emissão desses documentos, mas é somente para o futuro. Nada indica, até agora, que os filhos e netos do Lula terão seus passaportes diplomáticos cancelados.

Esquerdistas eram os de antes

Esta semana foi muito pródiga em exemplos de como os "esquerdistas" de outrora se converteram em algo muito pior do que os "direitistas" que proclamavam combater. O presidente Lula esteve mais uma vez em Cuba visitando o ditador vitalício Fidel Castro. Enfermo, Castro governa agora através do seu meio-irmão Raúl Castro. A foto de ontem na capa da Folha de S. Paulo, mostrando a fascinação con que Lula olha para Castro, vale por mil palabras. Já vimos esse olhar antes, quando Lula visitou Muammar Gaddafi, outro ditador vitalicio que agora governa a Líbia por meio do seu filho. Que eu saiba, Lula nunca foi marxista. Sua fascinação, então, não é ideológica, e sim aquela provocada por quem exerce o poder absoluto há muito, muito tempo. Durante a visita de Lula ocorreu a morte do prisioneiro político Orlando Zapata Tamayo, depois de uma greve de fome de quase três meses. Lula negou-se a receber os disidentes contrários ao regime castrista com a simplória desculpa de que n...