Tenho acompanhado o horário eleitoral "gratuito" de alguns candidatos no rádio, e custo a acreditar as coisas que são ditas:
Vejamos o slogan do Tiririca, "Pior do que está não fica". Votando no Tiririca, fica sim. A mensagem subliminal, nociva, anti-democrática, é "Se você vai votar em qualquer um, vote em mim que eu também quero me arranjar". Ele já disse que não tem a menor idéia do que faz um deputado federal. Vai ficar quatro anos comendo na mão dos outros enquanto ganha salário de marajá e arranja emprego para parentes e amigos.
Vejamos agora o Paulo Skaff, "Preste atenção nesse cara". De líder empresarial (presidente licenciado da FIESP), a gente espera um mínimo de coerência - e não mais demagogia. Não é que o "cara" declara em sua propaganda "[...] se você paga [...] pedágio, você tem direito a educação de qualidade". Está completamente errado o raciocínio do "cara": pedágio não é para pagar educação, mas para manter as estradas. Podemos discutir se o pedágio é suficiente ou excessivo, mas o destino dessa verba não é educação, e sim a malha rodoviária.
O Mercadante, então, diz: "Para fazer [...] é preciso ter parceria". Será que se refere à mesma parceria que fez com o governo federal para, durante sua longa permanência no Senado, boicotar o governo do PSDB en São Paulo? Dificultando a obtenção de verbas para o Metrô e o Rodoanel, Mercadante prejudicou não apenas seus adversários políticos, mas, principalmente, todos os paulistas. Os mesmos paulistas que agora quer governar.
Por último, Dilma é apresentada como a responsável, durante sua permanência no Ministerio das Minas e Energia, pelo fato de o Brasil gerar "a maior parte de sua energía via hidrelétricas". Quer disparate maior do que este? Ainda bem que a campanha já está no fim, ou daqui a pouco iam dizer que foi Dilma quem mandou construir as pirâmides do Egito.
O Brasil já tinha sua matriz energética baseada na hidroeletricidade muitas décadas antes de a candidata Dilma sequer sonhar em pôr os pés no Ministério - graças à nossa abençoada geografia e às obras de infra-estrutura realizadas, principalmente, durante os governos militares.
Vão continuar nos enganando?

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