O amigo JR me envia o link para a página de uma organização que eu desconhecia: OLADD, Organización Latinoamericana para la Defensa de la Democracia. O nome atraente me fez de imediato querer ver do que se tratava. A organização em questão tem sua sede em um país hispano-falante: sua página está em espanhol, e conta com versão em inglês.
Num artigo, o autor propõe (e pede contribuições) para a criação de um “Hezbollah Latino-americano”. O argumento é conhecido: a "luta contra o imperialismo". No fundo, é mais um intento de usar a religião para que grupos extremistas cheguem ao poder. O imperialismo não se combate voltando 500 anos para o passado, mas promovendo o desenvolvimento econômico e social, a democracia, a consciência de cidadania, e a liberdade.
Ao contrário, não existe nada mais opressivo do que os regimes fundamentalistas islâmicos, que suprimem as liberdades civis e retrotraem as populações dos países que caem sob seu domínio à idade das trevas. A doutrina islâmica não tem nada a ver com Latino América, muito menos a criação de um hipotético "Hezbollah" regional. No Líbano, a outrora "Suíça do Oriente", o Hezbollah provocou a divisão do país, sua decadência e destruição. A existência do vizinho Israel é usada pelo grupo para desviar o foco e se manter no poder.
Os latino-americanos somos ocidentais e cristãos, e nossa tradição é de respeito a todos os outros credos. Nos regimes islâmicos, detrás das enganosas declarações de amor à democracia e à liberdade dos líderes, oculta-se uma ideologia totalitária, que propicia a instalação de uma teocracia estatal para a dominação absoluta do indivíduo, a redução da mulher à condição de animal doméstico, e a supressão das liberdades civis. Tudo em nome de Alá.
Os cidadãos latino-americanos, que tivemos a fortuna de não cair sob esse flagelo, precisamos ficar atentos e dizer não ao islamismo totalitário e retrógrado. Governos de países islâmicos não hesitam em massacrar seus próprios cidadãos para se manter no poder, como aconteceu na Líbia de Gaddafi e no Afeganistão do regime Talibã, e como ainda acontece no Irã de Ahmadinejad e os Aiatolás, e na Síria de Bashar al Assad – para dar somente alguns exemplos.
O mundo ocidental, e o sistema capitalista, têm muitos defeitos, que precisam ser corrigidos. Porém, o caminho não é a instalação de um regime islâmico totalitário, como os existem nesses países – que não por acaso estão entre os mais atrasados do mundo.

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