Para o cidadão comum, que vai preso por roubar um simples pote de margarina, é difícil entender por quê, se já foram declaradas inconstitucionais pelo STF, as aposentadorias vitalícias de ex-governadores de Estado não são imediamente cassadas, eliminadas, devolvidas, etc.
Tampouco neste caso podemos esperar que a presidente Dilma use o peso do seu cargo para imponer um mínimo de moralidade. A desculpa de sempre é a tal "governabilidade". Lamentável.
Enquanto um simples mortal deve se contentar com uma aposentadoria máxima de R$ 3.500,00 após 35 anos de serviço (e de contribuição), diversos estados brasileiros estão dando a seus ex-governadores aposentadorias vitalícias de entre R$ 10.000 e R$ 24.000 mesmo que tenham ocupado o cargo por uns poucos dias. Ao morrer, o benefício passa integralmente para a viúva e seus descendentes. É mole?
Isto põe os ex-governadores no mesmo nível de toda uma casta de privilegiados que inclui promotores, procuradores, e juízes, os mesmos juízes encarregados de julgar estas aposentadorias da vergonha.
Há motivos de preocupação: a aposentadoria do "Zeca do PT", ex-governador do MS, foi julgada ilegal em 2007, mas o julgamento dos benefícios concedidos pelo Maranhão a José Sarney e sua filha Roseana Sarney ainda "tramita".
No mínimo, curioso.
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