É impressionante como o Brasil continua enrolando o governo italiano no caso Cesare Battisti. Segundo a legislação brasileira, a decisão final de extraditar ou não um cidadão acusado de crimes em outro país cabe ao presidente. No caso Battisti, a extradição não está sendo pedida por um país qualquer, mas pelo seu país de nascimento, a Itália.
Ao derivar o assunto ao STF, o Lula não fez mais do que ganhar tempo enquanto dava ao caso um ar de falsa legalidade. Porém, a decisão de não extraditar ou não Battisti cabia, em última instância, a ele. Agora, a presidente Dilma Roussef acaba de tomar a decisão de manter a não extradição de Battisti, acusado de terrorismo e assassinato em seu próprio país. Considerando o passado da presidente, a extensão da proteção a Battisti já era de se esperar.
Assim, o Brasil volta a confirmar sua condição de refúgio seguro para indivíduos que cometem sérios crimes em outros países. O Brasil já deu asilo a personagens sinistros como o assaltante inglês Ronald Biggs, o ditador paraguaio Alfredo Stroessner, e um de seus alunos, o também general paraguaio Lino Oviedo, entre outros.
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