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Uma novela que já dura 1 ano

 



Superando as famosas e saudosas novelas da Rede Globo, a saga da suposta tentativa de golpe de 8/1/23 completou 1 ano. A esta altura, palavras como golpe, golpistas devem ter sido repetidas bilhões de vezes nas redes sociais.

É preciso entender o absurdo de se qualificar o que aconteceu de “golpe”. O que houve em 8/1/23 em Brasília foi uma prolongada mostra de estupidez coletiva em que um bando de alucinados assaltou a Praça dos Três Poderes e praticou atos de vandalismo quebrando vidraças, objetos valiosos, e depredando os prédios, tudo que nós os contribuintes teremos que pagar.

O então ministro da Justiça, Flavio Dino, recentemente alçado ao STF, admitiu que acompanhou toda a movimentação da janela do seu gabinete. Ele disse isso no dia seguinte, como para mostrar que estava trabalhando, sem perceber, ou sem se importar, que acabou inculpando a si mesmo.

Primeira pergunta: Por que, nesse lindo domingo de sol, pleno verão, o ministro estava em seu gabinete, e não desfrutando da piscina na sua casa de Brasília? Tal vez ele estivesse esperando algo que sabia iria acontecer.

Segunda pergunta: Por que, ao ver que a PM-DF poderia ser desbordada, deixou a invasão e o vandalismo correr solto, e não acionou a FNSP (Força Nacional de Segurança Pública) sob seu comando? Tal vez porque o que estava rolando poderia ser, como de fato foi, aproveitado para benefício político do grupo no poder.

Terceira pergunta: se desde os dias prévios a imprensa vinha noticiando que centenas de ônibus de longa distância se dirigiam a Brasília - e vídeos caseiros postados nas redes mostravam claramente isso - por que muitos ônibus conseguiram chegar até o Eixo Monumental?

Quarta pergunta: O que estava fazendo o então ministro-chefe do GSI, Gal. G. Dias, pego pelas câmeras do Palácio do Planalto abrindo portas, apertando a mão, e oferecendo água para os supostos invasores golpistas? Estaria ele confraternizando com os mesmos?

Quinta pergunta: Por que as autoridades constituídas permitiram que tanta gente invadisse os prédios na Praça dos Três Poderes como mostra a foto? Tal vez porque alguém tomou a decisão deliberada de deixar correr: "Deixa como está para ver como é que fica".

Basta conhecer um pouco de história para saber que “golpe de Estado” não se dá com um bando de fanáticos alucinados embrulhados na bandeira, praticando insanidade coletiva, armados de paus, quebrando vidraças, e defecando nos gabinetes. Isso não se chama golpe, mas vandalismo.

Golpe de Estado é outra coisa. Golpe de Estado se dá com tropas armadas e blindados nas ruas, ocupando os principais prédios do poder, e prendendo as autoridades constituídas. Basta rever como foram os golpes de Estado em países como Argentina, Bolívia, Chile, Indonésia, Myanmar etc.

Mesmo golpes de Estado frustrados provocam mortos e feridos, como o de 2002 contra Hugo Chávez na Venezuela, ou o de 2016 contra Erdogan na Turquia.

Como é muito possível que a narrativa do suposto “golpe” já esteja dando sinais de cansaço, “vem aí a nova novela das...” como anunciava a Rede Globo.

Agora é a vez de substituí-la por outra: o alegado plano para atentar contra a vida do ministro. A conferir.

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