Finalmente o Conar (Conselho de Autoregulamentação Publicitária) avaliou, e não achou nada de errado no comercial de lingerie que mostra uma famosa top model brasileira dando ao marido uma má notícia, primeiro do jeito errado – toda vestida – e depois do jeito certo: trajando sugestiva lingerie.
A suspensão do comercial tinha sido solicitada pela SPM (Secretaria de Políticas para Mulheres), órgão diretamente ligado – não podia ser diferente – à Presidência da República. Com quase 40 ministérios, e grande número de secretarias com status de ministério, a SPM é mais um no cipoal de órgãos com que PT e PMDB continuam aparelhando o governo.
No comercial em questão, para sustentar seu pedido de suspensão, a SPM alegou que a peça publicitária degradava a imagem da mulher. Ora, a modelo não faz outra coisa que aquilo que, desde o início dos tempos, mulheres bonitas sempre fizeram: usar seus atributos físicos para conseguir o que querem.
Quem for incapaz de entender isto, ou não conhece a história da humanidade, ou é simplesmente hipócrita. Isto é especialmente verdade num país como Brasil, que sempre se gabou da beleza de suas mulheres, e de como esta beleza é reconhecida e apreciada por homens de outras nacionalidades.
A série de comerciais criada pela agência de publicidade reúne todos os requisitos: é bem humorada, breve, e objetiva. Somente pessoas sem gosto pela beleza feminina poderiam achar esses comerciais ofensivos ou degradantes.
A impressão que fica é que as mulheres que comandam a SPM não têm nada melhor a fazer a não ser procurar pêlo em ovo. Fica aqui um pedido: que se divulgue que outras "políticas para mulheres" a SPM estaria promovendo. Porque, se depender do episódio com o comercial de lingerie, a existência da tal secretaria não faz o menor sentido.
Comentários
Postar um comentário