Durante a manifestação da CUT – que deixou montanhas de lixo – na frente da sede da Petrobras na Av. Paulista, um militante do PT de colete laranja distribuía um panfleto que dizia "Tire o corrupto da política tirando dela o dinheiro que o atrai!", assinado pelo “Núcleo do PT da Vila Buarque”.
A primeira vista, a gente poderia achar que o objetivo era acabar com o financiamento de campanhas políticas por
parte de empresas, uma vez que o eleitor pessoa física estaria em desvantagem
frente ao poder econômico da pessoa jurídica. Em nosso imperfeito sistema eleitoral, com a omnipresença do Caixa 2, para o qual a
Justiça Eleitoral costuma fazer vista grosa, doações de empresas deixam o candidato
eleito de rabo preso.
Muito louvável, mas tem um porém: Fernando Haddad se elegeu em São Paulo graças a maciças doações - 64% do total - de construtoras para as quais precisa agora conseguir terrenos. Por isso avança sem dó sobre áreas de mananciais e ZERs. E a campanha de Dilma foi quase totalmente financiada por milionárias doações - R$ 65 mi, oh vida - das mesmas empreiteiras acusadas na Operação Lava Jato do MPF.
Muito louvável, mas tem um porém: Fernando Haddad se elegeu em São Paulo graças a maciças doações - 64% do total - de construtoras para as quais precisa agora conseguir terrenos. Por isso avança sem dó sobre áreas de mananciais e ZERs. E a campanha de Dilma foi quase totalmente financiada por milionárias doações - R$ 65 mi, oh vida - das mesmas empreiteiras acusadas na Operação Lava Jato do MPF.
O panfleto petista
afirma que "90% da corrupção do governo vem de negócios entre empresas e
políticos”. Como dizia Da. Maria José, minha saudosa sogra, "Descobriu o Brasil!". Será que o autor da peça conhece algum tipo
diferente de corrupção? Alguma outra classe em que esses dois atores fundamentais, corruptor e corrupto, não estejam mancomunados?
As investigações da Lava Jato têm produzido toneladas de
provas do envolvimento de políticos do PT, PMDB, e a já célebre base alugada em casos de corrupção com envolvimento das grandes empreiteiras do país.
Na tentativa
de parecer sério, o redator petista chega a mencionar o ex-presidente deposto Fernando
Collor. Porém - e tome memória ruim - esqueceu mencionar que o hoje senador Collor
é, desde o começo, um dos mais firmes aliados do PT, e um dos políticos com cota para indicar diretores
da Petrobras e receber uma porcentagem do roubo sistemático à
estatal. Esse esforçado militante petista precisa mesmo de uma dose cavalar de Biotônico Fontoura.
A peça critica
também os bancos, que teriam “na Câmara + de 100 deputados”. Outro lamentável esquecimento
petista: durante o governo Lula (2003-2010) os bancos lucraram R$ 280 bi, 8
vezes mais do que os R$ 34 bi do governo FHC (1995-2002).
Na sua campanha,
Dilma arrecadou R$ 16 mi, ou 68% do total, doado por bancos, isto é,
mais do que Aécio e Marina somados. O panfleto também afirma que o Brasil tem
os “juros mais altos do mundo”. Que novidade!
Esqueceu de dizer que: a) o nível de
juros é determinado pelo Governo Federal, desde 2003 nas mãos do PT e sua base alugada; b) que Dilma aumentou a taxa de juros assim que ganhou as eleições de Outubro 2014,
e de novo nestes dois primeiros meses de seu segundo mandato.
Como não podia
faltar, o PT joga a culpa no “governo Fernando Henrique – PSDB”, que teria
cometido um “atentado contra a democracia que nem a ditadura militar ousou”. A esta
altura a gente percebe que estão querendo nos fazer de idiotas. O PT continua a enganar o cidadão desavisado. Faz de conta que chegou ao governo ontem, como se não
estivesse há 12 anos em Brasília praticando toda sorte de desmandos e
falcatruas.
O PT viola sistematicamente a Constituição Nacional ao gastar bilhões
do contribuinte brasileiro para financiar obras em outros países – Cuba, Venezuela, Angola, Cabo Verde, Peru, Guiné Equatorial, Argentina, Uruguai – e desviar parte do dinheiro para
contas em paraísos fiscais.
O verdadeiro
objetivo nunca é declarado. Mesmo que a intenção fosse reduzir o custo das
campanhas, não há menção ao voto distrital, que obrigaria nossos políticos
a se concentrarem exclusivamente no distrito ao qual pertencem. Agora que quebrou
a Petrobras - perdeu 90% de seu valor de mercado - e a m**da atingiu o ventilador, o que o PT quer não é “fortalecer
a democracia”, mas uma fonte de caixa alternativa.
Com o governo totalmente aparelhado, a chave do cofre nas mãos, e o controle total das nada confiáveis urnas eletrônicas, o círculo se fecha por completo: nunca mais será possível tirar o PT do poder em eleições livres, já transformadas em jogo de cartas marcadas no qual todos jogam, mas só o PT ganha.
Com o governo totalmente aparelhado, a chave do cofre nas mãos, e o controle total das nada confiáveis urnas eletrônicas, o círculo se fecha por completo: nunca mais será possível tirar o PT do poder em eleições livres, já transformadas em jogo de cartas marcadas no qual todos jogam, mas só o PT ganha.

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