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O método do PT: dividir para reinar


Desde muito antes de chegar ao poder, o PT vem contaminando a sociedade com consignas que, depois de alguns anos, muitos, especialmente os mais jovens e/ou menos esclarecidos, acaba repetindo sem saber muito bem o que significam, ou a que ou quem se referem.

De tanto ouvir, muitos hoje acreditam em falácias como: 1) há uma elite opressora; 2) a classe média faz parte dessa elite; 3) a elite não tolera que a classe baixa viva melhor; 4) a elite quer derrubar o PT.

Argumento absurdo que somente ignorantes e mal intencionados podem defender. Na verdade, o ataque não está dirigido à elite, mas é um tiro por elevação contra a classe média, o verdadeiro alvo.

Para poder prosperar, a classe média em geral depende de bens intangíveis como o estado de direito, liberdade de associação e comércio, e que o governo cumpra com suas obrigações básicas e não atrapalhe. Em geral, a classe média rejeita o populismo e a demagogia que partidos extremistas como o PT praticam.

Embora absurda, a tese de uma elite perversa que teria ódio das classes baixas confunde muita gente, principalmente pessoas pouco esclarecidas e dadas a acreditar em falácias. É fato que, quando a economia de um país vai bem, todas as classes ganham mobilidade social. Tanto as classes baixas quanto as altas ganham mais e vivem melhor.

É extremamente nociva para a paz social a tese, propalada publicamente pelo Lula, de que uma suposta elite estaria inconformada porque as classes C e D estariam hoje melhor que ontem.

Em termos econômicos, não é possível que a classe baixa suba e que as outras classes fiquem estagnadas. Se isso acontece, trata-se de uma anomalia de curto prazo cujo efeito será revertido no ciclo seguinte com resultados geralmente dolorosos.

É o que acontece hoje com os países que, no ciclo anterior, se beneficiaram dos altos preços internacionais das commodities. No Brasil, o efeito que provocou o curto festival de consumo baseado principalmente em bugigangas importadas, foi potenciado pela alta taxa Selic oferecida pelo País que atraiu aprox. US$ 100 bilhões extras em capitais de curto prazo.

Igualmente absurda e nociva é a tese, repetida pela esquerda, de que a classe média faria parte dessa elite. Na realidade, a verdadeira elite dominante são os caciques do partido da estrelinha vermelha e seus sócios nas falcatruas, não por acaso todos milionários a pouco de chegar ao governo.

Para se perpetuar no poder, esses corruptos precisam manter os pobres na pobreza e na dependência de subsídios do Estado, que enganosamente chamam de programas sociais. O que fazem é usar uma das piores mazelas para o progresso do ser humano: a lei do menor esforço.

Regimes totalitários como os que o PT defende e promove não eliminam a elite, apenas a mantêm ou substituem. Na Revolução Russa de 1917, os bolcheviques depuseram – e assassinaram – a família real para instalarem a si mesmos em cargos vitalícios, num regime ainda pior do que o anterior.

Na Alemanha nazista, e na Itália fascista, o líder supremo não apenas manteve a elite aristocrática, diplomática e militar, como também a usou para seus próprios fins. Menciono propositalmente tanto regimes de esquerda como de direita para demonstrar que, no fundo, os métodos de tomada do poder e dominação da sociedade são os mesmos.

Um dos métodos consiste em semear e insuflar na sociedade o ódio de classes. A seguir, acusa-se os membros da uma classe média de fomentar o ódio contra a classe baixa. Como se a classe média não pertencesse à ampla categoria dos trabalhadores, e não tivesse também que ganhar seu sustento diário.

A doutrinação do PT não resiste a análise mais elementar: se por um lado atacam a classe média, por outro propagandeiam que, graças a seu governo, milhões de brasileiros entraram para a classe média. Pior: os que propagam estas ideias nefastas ficaram todos milionários com os dinheiros da corrupção.

É exatamente o que o PT faz no Brasil: termos anacrônicos como elite branca e burguesia viraram moda. Outro exemplo: o racismo, que o Brasil com muito custo havia deixado atrás. O PT reinstalou a questão para gerar novo clima de confronto entre supostos negros e brancos.

Supostos porque, com certeza, o Brasil é um dos países mais miscigenados do mundo. Graças ao PT, hoje é, de novo, negro contra branco, pobre contra rico, empregado contra patrão, homo contra hétero, norte contra sul, etc.

Dividir para reinar: nós não podemos nos permitir a volta ao passado.

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