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Horror de sexta-feira 13

Hoje, na CBN, uma interessante discussão originada pelo fato de o Ministério da Educação (MEC) ter lançado recentemente um livro com o sugestivo nome de "Por uma vida melhor", no qual são convalidadas expressões erradas do falar popular como, por exemplo, "nóis pega o peixe". O livro já estaria sendo distribuído às escolas do país. Com a polêmica naturalmente gerada, a explicação do MEC é que a inclusão deste tipo de expressões visa combater a discriminação que muita gente sofre por não saber falar corretamente. Num país com as dificuldades e os desafios do Brasil é de se esperar que milhares, talvez milhões de brasileiros não saibam conjugar corretamente os verbos. Contudo, o fato de a maioria em seu bairro/cidade/estado falar errado não torna esse jeito de falar correto. E ninguém vai "viver melhor" por falar errado. Ao contrário, a língua faz parte dos bens fundamentais da cidadania. Falar errado significa degradação. Em lugar de validar esse jeito de ...

Ilegal versus ilícito

Tempo atrás, num filme americano, um dos personagens, um juiz veterano, cansado de ver advogados espertos livrarem a cara de criminosos com base em tecnicalidades, diz a seguinte frase: "Alguém pegou a Justiça e a escondeu na Lei". É este o motivo de tanta gente ter ficado desapontada com o voto de desempate do Min. Luiz Fux na questão “Ficha Limpa”. Sem dúvida, seu "voto de Minerva" significa um duro golpe para a causa da luta contra a corrupção nefte paíf . Graças a ele, voltam para o Senado, a Câmara e outros cargos pelo Brasil afora diversos velhos corruptos da política brasileira – alguns com causas correndo há décadas na justiça – que continuarão cometendo ilícitos protegidos por essa vergonha chamada “foro privilegiado”. Analistas consideram que a chegada do Min. Luiz Fux ao STF veio a desfazer o impasse instalado desde a saída por aposentadoria do ministro Eros Grau. Ate então, o tribunal estaria dividido entre “técnicos”, oh coincidência, favoráveis ao go...

O PT e o Banco Panamericano

Quinta-feira passada foi anunciada a saída de Maria Fernanda Coelho da presidência da Caixa Econômica Federal. O motivo teriam sido desavenças com Ricardo Palocci, atual ministro-chefe da Casa Civil, pela nomeação de apadrinhados políticos do PT nas diretorias da instituição (nada diferente ao que é prática comum do partido em ministérios, empresas públicas, etc.). Tudo muito folclórico – o PT já nos tem acostumados - não fosse a própria Maria Fernanda Coelho responsável pela compra, em Novembro de 2009, de 49% do capital votante do Banco Panamericano, que custou aos cofres públicos R$ 780 milhões. Na ocasião, nem a agora ex-presidente da CEF, nem seu vice-presidente de Finanças, Márcio Percival – que continua no cargo – lembraram de pedir a usual “due dilligence”, providência que é praxe de mercado, e que qualquer executivo da área financeira faz questão de tomar antes de autorizar a compra de ações de outra empresa. Como foi amplamente divulgado na época, em Setembro de 2010 o bili...

Lobão, outra vez

Mas não é o músico, não. É o ministro Edison Lobão, que por terceira vez desde que está à frente do Ministério das Minas e Energia precisou enfrentar uma roda de imprensa para explicar um apagão. Entre os governos Lula e Dilma, já são três os apagões que o ministro Lobão teve que "administrar" - com sua conhecida competência. Impecavelmente trajado, penteado e até maquiado, o ministro Edison Lobão apareceu ante as câmeras e, como das vezes anteriores, soltou suas pérolas: "O sistema brasileiro de distribuição de energia é simplesmente perfeito. Não há no mundo outro como o nosso." Se ele diz. . . Por enquanto o placar está assim: PT 3 x 1 PSDB. O governo do PT vai ganhando com folga do PSDB no quesito apagões, e de continuar assim vai acabar dando de goleada. Alguma vez alguém terá que explicar por quê um político como Edison Lobão ocupa uma pasta eminentemente técnica como o Ministério das Minas e Energia. O contribuinte, que paga a conta da incompetência, merec...

As aposentadorias ilegais

Para o cidadão comum, que vai preso por roubar um simples pote de margarina, é difícil entender por quê, se já foram declaradas inconstitucionais pelo STF, as aposentadorias vitalícias de ex-governadores de Estado não são imediamente cassadas, eliminadas, devolvidas, etc. Tampouco neste caso podemos esperar que a presidente Dilma use o peso do seu cargo para imponer um mínimo de moralidade. A desculpa de sempre é a tal "governabilidade". Lamentável. Enquanto um simples mortal deve se contentar com uma aposentadoria máxima de R$ 3.500,00 após 35 anos de serviço (e de contribuição), diversos estados brasileiros estão dando a seus ex-governadores aposentadorias vitalícias de entre R$ 10.000 e R$ 24.000 mesmo que tenham ocupado o cargo por uns poucos dias. Ao morrer, o benefício passa integralmente para a viúva e seus descendentes. É mole? Isto põe os ex-governadores no mesmo nível de toda uma casta de privilegiados que inclui promotores, procuradores, e juízes, os mesmos juíz...

O caso Cesare Battisti

É impressionante como o Brasil continua enrolando o governo italiano no caso Cesare Battisti. Segundo a legislação brasileira, a decisão final de extraditar ou não um cidadão acusado de crimes em outro país cabe ao presidente. No caso Battisti, a extradição não está sendo pedida por um país qualquer, mas pelo seu país de nascimento, a Itália. Ao derivar o assunto ao STF, o Lula não fez mais do que ganhar tempo enquanto dava ao caso um ar de falsa legalidade. Porém, a decisão de não extraditar ou não Battisti cabia, em última instância, a ele. Agora, a presidente Dilma Roussef acaba de tomar a decisão de manter a não extradição de Battisti, acusado de terrorismo e assassinato em seu próprio país. Considerando o passado da presidente, a extensão da proteção a Battisti já era de se esperar. Assim, o Brasil volta a confirmar sua condição de refúgio seguro para indivíduos que cometem sérios crimes em outros países. O Brasil já deu asilo a personagens sinistros como o assaltante inglês Ron...

Passaporte diplomático

É um escândalo, e que precisa ser investigado quanto antes, que filhos do Lula, e até seus netos, tenham recebido passaportes diplomáticos. Ninguém até agora explicou de que forma esses descendentes do ex-presidente representam o Brasil no exterior. A conclusão mais óbvia, então, é que a utilidade do passaporte seria em caso de ter que sair às pressas do Brasil se forem divulgados casos de enriquecimento ilícito durante o mandato do pai e avó. Já que não aconteceu durante o mandato do Lula com os muitos escândalos de corrupção que marcaram seu governo, é ingênuo esperar que a presidente Dilma use o prestígio do seu cargo para inibir esta prática vergonhosa. É certo que já foram divulgadas novas regras para a emissão desses documentos, mas é somente para o futuro. Nada indica, até agora, que os filhos e netos do Lula terão seus passaportes diplomáticos cancelados.