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She won’t go

Como numa triste rotina, Amy Winehouse morreu este sábado em Londres, aos 27 anos, provavelmente de overdose. É a mais recente estrela do pop-rock a morrer, empenhada como parecía em confirmar a frase de Cazuza. Sua morte foi a tragédia mais anunciada dos últimos tempos, seguida em tempo real pelos meios de todo o mundo. Em macabra coincidência, Amy morreu com a mesma idade que outros ídolos do gênero como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, e Kurt Cobain. O talento de Amy Winehouse era inegável, tendo resgatado em suas composições o som dos anos 60 e 70. Não obstante, grande era também sua capacidade de autodestruição. Nos últimos tempos vinha dando vexames em seus últimos shows, quando seu péssimo estado físico e mental não lhe permitia lembrar as letras nem terminar as músicas. Repassando seus clipes e letras, não é exagerado dizer que Amy Winehouse constituía uma preocupante imagem dos nossos tempos, em que boa parte de nós, habitantes de um planeta com quase 7 bilhões de...

Não ao “Carreçúcar” (por enquanto)

Esta semana o BNDES anunciou que estava desistindo de pôr dinheiro na fusão do Pão de Açúcar – Carrefour. A decisão parece ser definitiva. Será? Seja como for, o contribuinte precisa se manter em alerta, porque, como foi anunciada, a desistência se deve aos motivos errados. Vale lembrar que quando o esquema foi publicado, a opinião pública se manifestou majoritariamente contra o uso de dinheiro público em um negócio essencialmente privado. Na ocasião, pelo menos dois ministros, Gleisi Hoffmann e Fernando Pimentel, defenderam publicamente o que qualificaram de “um excelente negócio para o BNDES”. Entre os principais argumentos, que seria criado um “campeão nacional”, e que a nova empresa seria um canal para colocar produtos brasileiros na Europa. Argumentos falsos. Primeiro, porque na pretendida fusão o Pão de Açúcar seria minoritário na nova empresa. Segundo, porque se fosse verdade que uma cadeia de supermercados é o que se necessita para vender produtos em outros países, Carrefour ...

Não ao uso de recursos públicos no "Itaquerão"

A Prefeitura e a Câmara dos Vereadores de São Paulo estão cometendo mais um assalto aos cofres públicos: R$ 420 milhões estão sendo destinados à construtora Odebrecht e ao clube Corinthians para a construção do chamado "Itaquerão". Como em outros casos, a desculpa é que a cidade precisa ter um estádio ao gosto da FIFA para sediar a abertura da Copa 2014. Na verdade, a cidade já tem diversos estádios - Pacaembu, Morumbí, Palestra Itália, Canindé, etc. - que poderiam ser reformados, a um custo inferior, com a mesma finalidade. Assim, mais recursos poderiam ser aplicados na melhoria da lamentável infra-estrutura de transporte público que a cidade padece. É preciso ver que esses recursos não estão indo para a construção de um complexo desportivo que possa ser utilizado pelo conjunto da população. Ao contrário, a PMSP e os vereadores festivamente repassam uma grande soma de dinheiro público, na forma de incentivos fiscais, com fins t...

De como o PT privatizou o governo

O Brasil é mesmo singular. Durante mais de duas décadas O PT na oposição não hesitou em criticar toda iniciativa dos governos de turno, aqui incluídos dois personagens lamentáveis da política brasileira como são os ex-presidentes Sarney e Collor, hoje seus leais aliados. A vida dá voltas, e um dia o PT teria a chance de fazer diferente. Chegado o momento, o que o PT faz? Tudo ao contrário do que declamava: aparelha o governo, incha a máquina do Estado Brasileiro como “nunca antes nesse país” , e usa os recursos públicos em benefício... próprio e de seus “aliados”. A mais recente negociata promovida pela administração petista do BNDES: R$ 4 bilhões (aprox. 7.400.000 salários mínimos) em recursos públicos serão dados ao Grupo Pão de Açúcar para que este possa comprar uma participação de 11% no grupo francês Carrefour .  Deve ser difícil explicar qual seria o interesse público em concentrar ainda mais o já altamente concentrado setor de supermercados brasileiro, que há anos v...

Nosso escândalo novo de cada dia

Há décadas vivemos de escândalos que sucedem uns a outros em ritmo alucinante . O caso de corrupção de hoje nos fará esquecer  rapidamente   o de ontem, e assim sucessivamente. Não é diferente com o atual affaire Antônio Palocci . Teve a virtude de nos lembrar de suas andanças pela casa de tolerância de Brasília, onde tratava de negócios por fora enquanto era ministro da Fazenda de Lula, e sua ordem para que fosse quebrado o sigilo bancário do caseiro Francenildo , que o denunciou. O caso Palocci teve o efeito de fazer todo mundo esquecer da votação do "código do desmatamento" comandada pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB), e considerada pelo próprio líder do governo na Câmara "uma vergonha para a presidente Dilma" . Até um dos maiores plantadores de soja do Brasil, o ex-governador do MT e atual senador Blairo Maggi , membro da bancada ruralista, considera as modificações votadas na Câmara "uma anistia a desmatadores" . O código proposto por Aldo Rebelo...

150 dias

Ou até menos. Foi o que durou a aparência da presidente Dilma como comandante do país. Acabou quando, nos últimos dias de maio, seu mentor e antecessor desembarcou em Brasília para comandar a "operação abafa" do mais recente escândalo petista, mais uma vez envolvendo o ministro Antônio Palocci . Já durante a campanha, a candidata Dilma demonstrava ser incapaz de articular dois pensamentos numa mesma frase . Mesmo assim, uma vez eleita muitos alimentaram a esperança de que, com seu estilo sério, e uma abordagem - só aparentemente - mais técnica e menos política das questões do governo, pudesse começar a endireitar algo do muito que está errado no governo petista. De fato, nas semanas anteriores a este novo caso de corrupção, a presidente Dilma aparentava tentar pôr um freio no festival de nomeações políticas em órgãos e empresas estatais organizado pelos integrantes da base alugada. A ilusão durou pouco . Quando Lula foi à reunião com senadores na casa de Sarney em Bras...

Horror de sexta-feira 13

Hoje, na CBN, uma interessante discussão originada pelo fato de o Ministério da Educação (MEC) ter lançado recentemente um livro com o sugestivo nome de "Por uma vida melhor", no qual são convalidadas expressões erradas do falar popular como, por exemplo, "nóis pega o peixe". O livro já estaria sendo distribuído às escolas do país. Com a polêmica naturalmente gerada, a explicação do MEC é que a inclusão deste tipo de expressões visa combater a discriminação que muita gente sofre por não saber falar corretamente. Num país com as dificuldades e os desafios do Brasil é de se esperar que milhares, talvez milhões de brasileiros não saibam conjugar corretamente os verbos. Contudo, o fato de a maioria em seu bairro/cidade/estado falar errado não torna esse jeito de falar correto. E ninguém vai "viver melhor" por falar errado. Ao contrário, a língua faz parte dos bens fundamentais da cidadania. Falar errado significa degradação. Em lugar de validar esse jeito de ...