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O método do PT: dividir para reinar

Desde muito antes de chegar ao poder, o PT vem contaminando a sociedade  com consignas que, depois de alguns anos, muitos, especialmente os mais jovens e/ou menos esclarecidos, acaba repetindo sem saber muito bem o que significam, ou a que ou quem se referem. De tanto ouvir, muitos  hoje   acreditam em falácias como: 1) há uma elite opressora ; 2) a classe média faz parte dessa elite ; 3) a elite não tolera que a classe baixa viva melhor ; 4) a elite quer derrubar o PT . Argumento absurdo que somente ignorantes e mal intencionados podem defender. Na verdade, o ataque não está dirigido à elite , mas é um tiro por elevação contra a classe média , o verdadeiro alvo. Para poder prosperar, a classe média em geral depende de bens intangíveis como o estado de direito , liberdade de associação e comércio , e que o governo cumpra com suas obrigações básicas e não atrapalhe. Em geral, a classe média rejeita o populismo e a demagogia que partidos extremistas como o PT pratic...

Coisas de que os militantes do PT não costumam lembrar

Durante a manifestação da CUT – que deixou montanhas de lixo – na frente da sede da Petrobras na Av. Paulista, um militante do PT de colete laranja distribuía um panfleto que dizia "Tire o corrupto da política tirando dela o dinheiro que o atrai!" , assinado pelo “Núcleo do PT da Vila Buarque” . A primeira vista, a gente poderia achar que o objetivo era acabar com o financiamento de campanhas políticas por parte de empresas, uma vez que o eleitor pessoa física estaria em desvantagem frente ao poder econômico da pessoa jurídica.  Em nosso imperfeito sistema eleitoral, com a omnipresença do Caixa 2 , para o qual a Justiça Eleitoral costuma fazer vista grosa, doações de empresas deixam o candidato eleito de rabo preso . Muito louvável, mas tem um porém: Fernando Haddad se elegeu em São Paulo graças a maciças doações -  64% do total -  de construtoras para as quais precisa agora conseguir terrenos. Por isso avança sem dó sobre áreas de mananciais e ZERs. E a campanha d...

Os tempos se aceleram

A situação, apesar de muito complicada, é no fundo muito simples: Dilma está levando o chumbo grosso pelos 12 anos de desgoverno do PT. Sem dúvida, ela é incompetente, teimosa, e de caráter difícil, mas deve ser muito fácil de manipular pelo Lula e, por isso, deve ter sido escolhida como sucessora, para ser bode expiatório . Fato: durante seus dois mandatos o Lula navegou em céu de brigadeiro e, quando o ciclo do real valorizado e os altos preços das commodities chegava ao fim, foi a vez de Dilma assumir o governo. Recebeu assim uma bomba de tempo que agora estoura em seu colo. Isto não a isenta de responsabilidade: como o Lula, ela é corrupta e incompetente. Seu primeiro mandato foi um desastre, e o segundo começou muito pior. O PT pode querer usar isso - a manifesta incompetência e falta de carisma da Dilma, e os sucessivos escândalos de corrupção (mensalão, Petrobras, BNDES) - para aplicar um autogolpe , recurso vil e antidemocrático, mas já usado com sucesso pelos companhe...

Haddad, o zoneamento, e o negócio das construtoras

Na quarta-feira 28/01 um grupo de ativistas do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) realizou nova manifestação na Estrada M’Boi Imirim e Av. Guarapiranga. A intenção: pressionar o prefeito Fernando Haddad a mudar o zoneamento e construir moradias populares em áreas hoje de mananciais e preservação ambiental. A “Gazeta de Santo Amaro” informa que o grupo de 200 manifestantes agia em representação de uns 8.000 ocupantes do terreno denominado “Nova Palestina”, na região do Parque do Lago/Jardim Ângela. Esta área, densa e desordenadamente povoada, fica próxima ao Parque Estadual Guarapiranga, anos atrás demarcada como área de preservação ambiental pelo governo do Estado de São Paulo justamente para evitar a ocupação ilegal e desordenada que degrada outras áreas próximas às represas que abastecem São Paulo. Esta não é a primeira vez que o MTST realiza uma manifestação na nossa região e a última se soma às pressões que o mesmo movimento vem fazendo sobre a prefeitura em outras re...

As urnas se manifestaram. Será?

O apertado triunfo eleitoral de Dilma Rousseff sobre Aécio Neves, por pouco mais de 3 milhões de votos, teve para o PT sabor de derrota. Para alcançar esse triunfo foi preciso fazer uma campanha nada ética, com todo tipo de acusações falsas aos adversários, e praticar deslavada fraude eleitoral. Houve denúncias por todo o país: urnas eletrônicas que votavam sozinhas, já abriam com centenas de votos a favor do PT, ou eleitores que chegavam à seção e descobriam que alguém já tinha votado por eles. Em muitos casos fotografado, filmado e devidamente postado na internet pelos afetados. Há anos discutíamos a possibilidade muito real de fraude eleitoral com as urnas eletrônicas Smartmatic da empresa  Diebold que, por esse mesmo motivo, foram rejeitadas em diversos países, incluindo os EUA, lugar de origem da engenhoca. Nas eleições presidenciais americanas de 2000, essas urnas ficaram famosas por roubarem votos do candidato democrata Al Gore em favor do republicano  Georg...

PETOBÁIZ

Nos idos de 2002 chegava a ser cansativa a forma como antes, durante e até depois da campanha, o candidato e presidente-eleito Lula martelava incessantemente com o bordão Petobáiz , no particular sotaque do chefe do PT. Em seus discursos, FHC e o PSDB representavam o demônio que tinha “privatizado” a maior estatal brasileira, que Lula e o PT iriam resgatar para o povo brasileiro. As acusações iam desde entregar o patrimônio nacional ao capital privado, até a compra superfaturada de plataformas no exterior, prejudicando a indústria e os trabalhadores brasileiros. De tanto insistir ao melhor estilo Joseph Goebbels (o famoso ministro da propaganda de Hitler) com acusações falsas que disparava sem nunca provar, e com a conveniente ajuda de um espirro do sistema capitalista mundial, a maioria do eleitorado brasileiro - que pouco antes tinha se refestelado na orgia de consumo do Plano Real - se assustou e permitiu ao Lula o que ele, confessadamente, tanto desejava: chegar ao poder. ...

2015, una fecha demasiado lejos

“Un puente demasiado lejos” (“A bridge too far”) fue una superproducción multiestelar de 1977 que por aquellos años debo haber visto en alguno de los cines de la Av. Corrientes. La película cuenta el fallido intento, en los estertores de la Segunda Guerra Mundial, de las fuerzas aliadas para conquistar y volar tres puentes sobre el río Reno detrás de las líneas alemanas. Así se presenta hoy en Argentina octubre de 2015: demasiado lejos. Al paso que vamos, el país no se aguanta hasta el año próximo sin una grave debacle económica y social. Después de 11 años en el poder que se completan en mayo, el kirchnerismo no puede echarle la culpa de su inoperancia a nadie. Si aplicaran para gobernar la misma eficiencia que exhiben para multiplicar sus patrimonios personales Argentina sería el país más rico del mundo. Todo les sale mal y la culpa es siempre de losostros. La inflación, de los empresarios gananciosos. Los cortes de energía, de alguien que “bajó la palanca” o de gente qu...